A ASM courier, empresa de transporte de mercadorias, com o habitual pretexto da“crise” para alegar um decréscimo na produtividade, despediu recentemente no seu centro em Granada, um dos mais antigos trabalhadores que era também o delegado da secção sindical da CNT (Confederação Nacional do Trabalho – secção espanhola da AIT), aproveitando ainda para dar um “exemplo” aos restantes funcionários do que lhes poderá suceder caso ousem protestar. Numa empresa que pratica jornadas diárias de 10 horas ou mais, que desde Abril de 2008 reduziu os salários em 10%, onde não são respeitados os tempos de descanso nem as férias e na qual são os próprios trabalhadores a ter de pagar do seu bolso um seguro para a mercadoria que transportam, não é de admirar o facto dos patrões não terem reconhecido a secção sindical da CNT na empresa e se apressarem a verem-se livres de um dos trabalhadores mais incómodos, daqueles que se recusam a ser sobre- explorados e perseguidos e que se organizam para lutar pelos seus direitos.
Em Portugal, a ASM é representada pela INTERCOURIER que tem filiais em
Gondomar, Linda-a-Velha e Prior Velho, e tal como se está a verificar em toda a Espanha, é preciso mostrar por cá a nossa solidariedade, exigindo a readmissão do trabalhador despedido pela ASM Granada e o reconhecimento da secção sindical da CNT na empresa. 
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